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Solveig von Schoultz
Finlândia - 1907-1996
O CORAÇÃO
Demos-lhe sementes; não muitas,
mas quanto bastasse para não se cansar;
água lhe demos, apenas um dedal,
para a fonte lhe recordar.
Abrimos tão pouco a porta,
para que os céus lhe batessem no olhar
e à gaiola um pequeno espelho prendemos
pra de frente a nuvem poder contemplar.
Quieta se sentava, com as asas palpitantes.
Assim ela cantava.
Trad.José Agostinho Baptista in A Rosa do Mundo, Assírio e Alvim
Enviado por Amélia Pais
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